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ABÓBORA D'ANTA

Cayaponia tayuya

A abóbora d'anta é uma trepadeira natural da floresta amazônica, sendo que sua raiz é emprega medicinalmente.

Descrição : Planta da Família das  Cucurbitaceae, também conhecida como abóbora-d’anta, abobrinha-do-mato, ana-pinta, ana-pimenta, azougue-dos-pobres, cabeça-de-negro, caiapó, capitão-do-mato, fruta-de-gentio, melão-de-são-caetano, purga-de-caboclo, purga-de-gentio, purga-de-pai-joão, raiz-de-bugre, taiuiá-de-fruta-envenenada, tayuyá, tayuyia, tayuia, tajujá, tomba.

A Abóbora D'Anta é uma trepadeira lenhosa encontrada na floresta amazônica (principalmente no Brasil e Peru), bem como na Bolívia e não deve ser confundida com o melão de São Caetano.

Esta planta amazônica importante pertence a família das abóboras, que inclui mais de 100 gêneros e 700 espécies a maioria dos quais são caracterizados por suas longas raízes tuberosas.

Partes utilizada: folhas, raízes frescas ou secas.

Plantio : A colheita só pode ser realizado durante a estação chuvosa, quando a terra é macia e úmida; durante a estação seca, o solo é muito difícil desvincular a raiz (que pode estender a três metrôs de comprimento) dos solos de argila seca na Amazônia.

Origem : Cerca de 50 espécies de Cayaponia ocorrer nas partes mais quentes das Américas, na África Ocidental, Madagascar e Indonésia.

É comum no São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Pernambuco e Bahia.

História: No Brasil, Tayuya Cayaponia é conhecida como taiuiá, no Peru, é chamado de Tayuya.

De uso corrente pela população cabocla. Alimento de antas, daí seu nome.

Princípios Ativos: Amido e alcaloides (cucurbitacina), flavonoides: datiscentina, robinetina; triterpenos; trianospermina, trianospermitina; resinas vegetais; glicosídeos: cayaponosídeos A, B, C e D; Amido; ácidos orgânicos: ácido málico.

Propriedades medicinais:

Raiz verde: drástica;

Raiz seca: antianêmico, antidiarreico, anti-hidrópica, antinevrálgica, antirreumática, antissifilítica, calmante das dores, depurativa, desintoxicante, desobstruente do fígado e do baço, diurética, emenagoga, emética, febrífugo, fortificante, purgativa.

Indicações: artritismo, atonia gastrointestinal, blenorragia ciática, dartros, dermatoses, diarreia, dilatação do estômago, dispepsias, doença da pele, dores nas junta, eczemas, energético, erisipelas, escrofulose, febre intermitente, feridas, furúnculos, gânglios enfartados, hidropsia, leucorreia, linfagites crônicas, manchas do rosto, manifestações sifilíticas, paralisia, paralisia, reconstituinte, reumatismo, sífilis, úlceras.

Contraindicações/cuidados: Não ultrapassar a dose recomendada.

Não usar em pacientes com história de diarreia frequente.

Efeitos colaterais: Aumento do número de evacuações, ou diarreia pastosa em intestinos com tendência à diarreia.

Modo de usar : Os índios sul-americanos vêm usando Tayuya desde tempos pré-históricos, e planta o valor é bem conhecida. Ela tem sido usada como um tônico e depurativo do sangue tradicional (e, geralmente, com um pouco de mel ou estévia adicionado ao tom baixo o amargo, o sabor forte).

Na Amazônia, os índios usaram a raiz de Tayuya para picada de cobra, reumatismo.

Durante séculos indígenas na Colômbia usam a planta para os olhos; tribos indígenas do Peru usam para problemas de pele.

Farmacologia: Os glicosídeos e triterpenos isolados (de) apresentaram atividade antival na síndrome de Epstein - Bahr e anti-tumor in vitro.

Os flavonoides possuem potente atividade antioxidante, foi demonstrado que este efeito é independente dos sistemas enzimáticos antioxidantes do organismo humano.

Possui atividade analgésica e anti-inflamatória em cobaias.

Possui ação laxativa por estímulo direto da mucosa intestinal e aumento do peristaltismo.

abóbora-danta

Posologia:

Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em 2 ou 3 doses diárias, diluídos em água 4g de erva seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de raízes em decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs.

Crianças: posologia por peso corporal: 0,4ml/Kg/dia com intervalos menores que 12h.

Resumo Clínico: Usos etnofarmacológicos: diurética, emenagoga, antirreumática, antitóxica para veneno de cobras do gênero Crotallus, analgésica, tônica, laxante e antianêmica.

Referências:

CAVALCANTI, Rogério. Fitodontologia - 1. Edição, Rio Branco/AC, Clube dos Autores, 2013.

GUEDES, Maria Helena., O Chimarrão Na Índia! - Clube de Autores, 2015 - Página 289.

JÚNIOR, Ademir Barbosa., Guia Prática de Plantas Medicinais, descubra o que os vegetais podem fazer pela sua saúde- Universo dos Livros Editora, São Paulo, 2005.

Da Silva, Danuzio Gil Bernardino, Márcia Lyra Nascimento Egg, Bóris N. Komissarov, Hans Becher, Paulo Masuti Levy, Danuzio Gil B. da Silva, Marcos P. Braga - Os diários de Langsdorff, Volume 3, de 21 de novembro de 1826 até 20 de maio de 1828- SciELO - Editora FIOCRUZ, 1997.

ATRATIVIDADE DE SEMENTES DE “TAIUIÁ” (CAYAPONIA TAYUYA (VELL.) COGN.,CUCURBITACEAE) A DIABROTICA SPP. (COLEOPTERA, CHRYSOMELIDAE), EM ACELGA (BETA VULGARIS L. VAR. CICLA L., CHENOPODIACEAE) NA ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DO INSTITUTO AGRONÔMICO, EM SÃO ROQUE, SP M. A. Sanches1 & I. Ishimur. Laboratório Regional de Sorocaba, Centro de Ação Regional, Instituto Biológico, Rua Antônio Gomes Morgado, 340, CEP 18013-440, Sorocaba, SP, Brasil.

Dieta  de 21 dias