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Abrunheiro

Prunus spinosa

O abrunho, seu fruto é usado como sinônimo de ameixa, apesar de não ser. É ornamental e comestível muito utilizado em casos de prisão de ventre.

Descrição : Planta da família das Rosáceas.

Muito conhecido na Alemanha é cultivada, onde lhe dão os nomes de Schlehe e Schwardorn.

Os franceses chamam seus frutos de "prunelle" e os portugueses que também a cultivam com intensidade conhecem os frutos como "abrunho" ou Ameixeira Brava.

É um pequeno arbusto, medindo 2 metros de altura; sua casca é lisa e seus ramos divaricados e armados de espinhos também pubescentes enquanto jovens, suas folhas são oval lanceolada serradas, com estipulas lineares pubescentes, flores brancas ou desabrocham antes mesmo das folhas, pedunculadas, solitária ou geminadas.

Seu fruto é baga azul-escuro ou vermelho azulada, globosa, muito pequena, contendo polpa esverdeada, de flores de cor lilás, de cujo estigma é extraído o açafrão propriamente dito.

O fruto é facilmente confundido com o da ameixeira-de-damasco, Prunus insititia. Tanto é assim que o nome prunus é a designação latina para ameixa.

A casca também produz tinta e as flores são febrífuga e o chá feito com elas é muito agradável.

Passa muito bem pelo chá da índia e é a melhor forma para substituí-lo.

abrunheiro

Parte utilizada: Frutos bem maduros, flores secas.

Origem : Europa. Cresce desde a planície até altitudes de 1.500 metros, floresce a partir de março na Europa, formando muitas brancas.

História :

Seus frutos serviam antigamente para o fábrico do extrato de Acácia nostra, medicamento que teve grande voga e também para falsificar o "suco de Acácia" das farmácias e até para fazer um tipo de "vinho do Porto" de grande consumo, especialmente na Inglaterra.

Depois de fermentados, os frutos do abrunheiro produziam diversas bebidas viníferas, que constituiam recurso para os trabalhadores pobres do campo; são comestíveis para as crianças e ainda produzem tinta.

Indicações : Histeria, inflamação, regular processos sanguíneos, tireoide, problemas digestivos, prisão de ventre, veneno de cobra.

Propriedades : digestivo, aperitivo, carminativo, antiespasmódico e emenagogo.

Combate a tosse causada pela bronquite crônica, ansiedade, insônia, adstringente.

Princípios Ativo : Princípios amargos (crocina e picrocina) e um óleo essencial, aldeídos terpenos (safranal, 2,2,4-trimetil-ciclohexa-1,3-dieno-carbaldeído, pineno e cineol), picrocrocina, carotenóides, crocetina, gentobiose, alfa e o beta-caroteno, licopina, zeaxanteno e mucilagem.

Modo de Usar :

- Infusão ou decocção a 10%: dose máxima diária: 200 ml;

- Extrato fluido: dose máxima diária: 25 ml;

- Infusão de duas colheres de café de flores secas em uma chávena de água. Tomar uma a duas vezes por dia: diurética, laxante leve;

- Frutos bem maduros e secos: afecções da bexiga e das vias urinárias e perturbações digestivas;

- Frutos frescos: fabricar sumos, xaropes e vinho;

- Tisana das flores: diabetes, hidropisia, obesidade, menopausa, algumas enfermidades da pele.

Toxicologia :

Não usar na gravidez.

Em alta dosagem é tóxico, abortivo, causa hemorragias, vômitos, diarreia e vertigens.

Alguns gramas de açafrão de boa qualidade é letal.


Jesus a Chave Hermenêutica, Curso exclussivo com o Pastor Caio Fábio

Referências:

_Curso de silvicultura: Esboço de uma flora lenhoza Portugueza, Volume 2 - Tipographia da Academia Real das Sciencias, 1887.

COUTINHO, Antonio Xavier Pereira - Curso de silvicultura: Botánica florestal - Academia Real das Sciencias, 1886.

BUNN, Karl., Glossário da Medicina Oculta de Samael Aun Weor., Editora Samael Aun Weor, 2012. Página 52.

HILL, Lewis - Segredos da propagação de plantas, Cultive suas próprias flores, legumes, frutas e sementes - São Paulo - Nobel Editora, 1996.

PEÇANHA, Dr. Paulo Cesar., Meu Guia De Homeopatia Digital - lube de Autores, 2008. Página 183