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ACÔNITO

Aconitum napellus

É uma planta ornamental também conhecido como capacete de Júpiter, natural da Europa, seus tubérculos são usados medicinalmente na homeopatia com muita cautela.

Descrição :  Planta da família das Ranunculaceae, também conhecida como acônito (Portugal), capacete-de-júpiter, capuz-de-frade, casco-de-júpiter, napelo, anapelo, matalobos.

É uma herbácea perene, de crescimento de até 1 metro de altura, seu caule é reto. É por excelência uma planta ornamental.

As folhas são arredondadas, de 50 à 10 centímetros de diâmetro, divididos em 5 à 7 segmentos profundamente lobadas.

As flores são roxo escuro para azul violeta, estreitas oblongo em forma de capacete, com 1-2 centímetros de altura, seu fruto é uma vesícula.

Existem outras espécies de acônito existentes na Espanha e em Portugal, que são a erva toira (A. anthora), ou acônito da saúde, e o matalobos (A. lycoctonum), de flor amarela.

Parte utilizada : Tubérculo.

Origem : Nativa no oeste e centro da Europa.

Propriedades Medicinais do Acônito.

Indicações : Nevralgias e doenças inflamatórias.

Princípios Ativos: alcaloides (0,3-1,2%): aconitina (30%), mesaconitina, neopelina, hipaconitina, napelina, napelonina; ácidos orgânicos: aconítico, cítrico, tartárico; colina.

Propriedades medicinais: analgésico, anticongestiva, anti-inflamatória, antipirético, antitussígino, cardiotônica, descongestionante (vasoconstrictor), diaforético, diurética, sedativa, sudorífera.

Indicações: asma, bronquite, congestão pulmonar, coriza, doença inflamatória, febre com delírios, feridas na pele, gota, gripe, hipertrofia do coração, laringite aguda, nevralgia facial, nevralgia lombociática e do trigênio, palpitação nervosa, pneumonia, reumatismo, tosse espasmódica, úlceras.

Contraindicações/cuidados

Muito cuidado mesmo, o acônito é  veneno de ação potente e rápida, não se deve nem tocá-la quando efetuar a colheita, todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura.

O uso interno somente deve ser feito com receita médica, em doses homeopáticas e com preparações farmacêutica com determinação do conteúdo de alcaloides.  Sendo que a dose letal é de 10 gramas da raiz (equivalente a 2 a 4 g de tubérculo fresco).

A intoxicação num primeiro momento trás excitação geral, com parestesia nos lábios, língua e garganta por bloqueio do trigênio, depois alterações gastrointestinais como diarreia, vômitos, falta de ar e sialorreia.

Em uma segunda fase se produz hipotermia e paralisia dos músculos respiratórios e bloqueio dos centros nervosos cardiorrespiratórios, que pode conduzir a  morte por asfixia em poucas horas.

Contraindicações : Jamais usar na gravidez, lactação, em crianças, em combinações com álcool, sedantes, anti-histamínicos, hipnóticos, antidepressivos, espasmolíticos, pessoas com constipação, febre alta ou hipertensão.

Modo de usar :

Em casos de nevralgias e doenças inflamatórias, desenterra-se os tubérculos com as raízes jovens (verão ao princípio do outono). Depois de muito bem limpos cortá-los no sentido do comprimento secá-los o mais rapidamente possível à sombra à temperatura de 40º C a 50º C, tomar um copo de água com duas gotas de tintura mãe, a cada duas horas.

História

O Acônito é uma planta conhecida desde a antiguidade por toda Europa e foi utilizado frequentemente como veneno. Seu nome, Veneno de Lobos, vem da antiga prática dos Anglo Saxões de banhar as pontas de flechas e lanças em extratos de Acônito para usar em caçadas e armadilhas para lobos.

A origem do nome Acônito está relacionada a Akon (ou Aconai), uma antiga localidade da ilha grega Heraclea, local onde a planta é abundante, e de onde se diz que Hércules desceu às regiões infernais.

Durante a história, o Acônito tornou-se famoso nos envenenamentos de líderes políticos e sacerdotes. O Papa Adriano VI foi assassinado com Acônito. Alexandre, O Grande também quase foi morto desta forma.

O Acônito e o lobisomem : Segundo algumas lendas europeias, a transformação da pessoa em lobisomem, ocorre quando se bebe num regato onde tenha bebido um lobo, quando se é mordido por um lobo raivoso ou quando simplesmente se come acônito.

Taxinomia do Acônito :

Aconitum anthora L.
Aconitum ferox Wall. ex Ser.
Aconitum lycoctonum L.
subsp. neapolitanum (Ten.) Nyman
subsp. vulparia (Rchb. ex Spreng.) Nyman
Aconitum napellus L.
subsp. corsicum (Gáyer) Seitz
subsp. lusitanicum Rouy
subsp. napellus
subsp. vulgare Rouy & Foucaud
Aconitum variegatum L.
subsp. paniculatum (Arcang.) Negodi
subsp. pyrenaicum Vivant & Delay
subsp. variegatum

Flores de Acônito

Farmacologia.

O Acônito é normalmente usado como um remédio homeopático para apoio cirúrgico e lesões. Os Homeopatas também recomendam acônito para tratar gripes e às vezes em combinação com outras ervas fitoterápicas, de acordo com a University of Michigan Health System.

Acônito ou Aconitum napellus é tomado por via oral ou usado topicamente em remédios homeopáticos. Você pode tomar Acônito por via oral para aliviar a agitação e inquietação após a cirurgia, aliviar a ansiedade antes da cirurgia ou tratar ansiedade, pânico e agitação após a lesão, segundo as notas da Universidade de Pittsburgh Medical Center.

Uma dose homeopática de Acônito às vezes é tomada internamente para tratar resfriados comuns, afirma a Universidade de Michigan Health System. Para tratar a gripe, você pode tomar um tratamento homeopático chamado líquido oral L52, que combina acônito, arnica Eupatorium, Gelsemium, belladonna, Drosera, polygala e eucalipto.

Um estudo francês, em 1990, envolvendo crianças que recentemente fizeram uma cirurgia descobriram que tomar tratamento homeopático com o  acônito, reduziu a agitação e inquietação substancialmente melhor do que placebo, de acordo com a University of Pittsburgh Medical Center.

Outro estudo em pessoas com entorses de tornozelo descobriu que a aplicação de uma pomada contendo Acônito e 13 outras ervas ajudou a recuperar mais rapidamente do que aqueles que usaram o placebo, de acordo com um estudo de 1988 realizado na Alemanha.

Outro estudo alemão em 1992, encontrou resultados semelhantes a usar esta pomada para tratar lesões esportivas. Um estudo francês, em 1985, descobriu que o L52 tratamento homeopático teve alguns benefícios no tratamento da gripe. Poucos outros estudos foram realizados em remédios fitoterápicos contendo acônito.

Referência:

_ACONITUM NAPELLUS - Livros online - Matéria Médica dos Principais Medicamentos Homeopáticos.

BUNN, Karl., Glossário da Medicina Oculta de Samael Aun Weor., Editora Samael Aun Weor, 2012. Página 59.

EGISTO, Eduardo - Medicamentos Homeopáticos de A a Z: Sintomas de A a Z - Edição do Autor, 2. Edição, São Paulo, 2015.

SOUZA, Maria de Fátima e Silva, Jorge Paiva., Teofrasto, história das plantas: tradução portuguesa, com introdução e anotação - Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press, 2016

WEBER, Mônica., Homeopatia Para Crianças - Editora Cultrix - São Paulo - 1998.


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