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AGNO CASTO

Vitex Agnus-Castus

O vitex, agno-casto, é uma planta que tem uso eficaz contra a depressão, ajuda a estabilizar a perimenopausa (período que antecede a menopausa), diminuindo a dor nos mamilos e melhorando a libido.

Descrição : Da família das Verbanaceae, também conhecido como vitex, agno-casto, anho-casto, agno-puro, árvore-da-castidade, alecrim-de-angola, cordeiro-casto, flor-da-castidade, pimenteiro-silvestre.

Uma das poucas plantas medicinais que se sabe terem uma ação no corpo semelhante à da progesterona.

A árvore-da-castidade é um remédio específico para problemas menstruais e perimenopáusicos. Atuando sobre a hipófise, melhora a regularidade menstrual.

Suas sementes lembram os grãos da pimenta.

Possui porte arbustivo, entre 1 e 6m de altura, com ramos quadrangulares, cinzentos, tomentosos.

As folhas são decíduas, cruzadas opostas, Prelone-pecioladas, e palmadas.

Tem de 5 a 7 folíolos inteiros, lanceolados de até 10 cm de comprimento.

A página inferior da folha é tomentosa e branca.

As flores azuis, ocasionalmente, rosas, formam inflorescências terminais.

O cálice e pericálice da corola bilabiada é pubescente.

O fruto é uma drupa globular oblonga, vermelha escuro, tem 2/3 envolvidos em concha pelo cálice, com 4 sementes.

O exocarpo tem pelos glandulares curtos.

Parte utilizada: frutos secos, flores.

Habitat: Nativa do Mediterrâneo, é conhecida pelos gregos há 2.000 anos ou mais.

Propriedades medicinais : antidisentérico, antiestrogênico, anti-inflamatório, antiléptico, calmante, carminativo, diurético, emenagogo, espasmolítico, estimulante, estimulante da secreção de LH, expectorante, galactagogo, inibidor da secreção do hormônio FSH, inibidor da secreção de prolactina, sedantivo, vulnerário.

Indicações – para que serve o vitex

Tem uso eficaz contra a depressão, ajuda a estabilizar a perimenopausa (período que antecede a menopausa), diminuindo a dor nos mamilos e melhorando a libido.

Ocupa os receptores de popamina, deixando a mulher bem humorada, também auxilia no combate a infertilidade feminina, incrementando a produção de progesterona nas mulheres.

Também indicado no combate à distonias neurovegetativas (ansiedade, insônia, palpitações, taquicardia, vertigens), doenças fibrocísticas das mamas, ejaculação involuntária, erisipela, espasmos gastrointestinais e feridas.

Na realidade, não existem provas documentadas em que a utilização desta árvores possa diminuir o desejo sexual, mas existem, sim, diversos estudos e resultados em antigos manuais, em que esta foi empregue para alívio de sintomas idênticos ao que hoje reconhecemos como Síndrome Pré-menstrual, e dos resultados do corpus luteum.

O corpus luteum é um pedaço de tecido glandular no ovário e que segrega progesterona, a fim de preparar o útero para a implantação.

O problema conhecido como fase luteal ocorre quando a secreção de progesterona é anormalmente baixa, tendo como resultado períodos menstruais frequentes ou densos, falta de ovulação, quistos nos ovários ou mesmo ausência de períodos menstruais.

Um produto largamente vendido nos Estados Unidos e em alguns países europeus, o Vitex Agnocasto, faz com a que a produção de progesterona aumente, curiosamente, não possuindo atividade hormonal direta, não sendo, assim, um fitoestrógeno.

Da mesma forma, a hiperprolactinemia (produção excessiva de prolactina) é algo comum nas mulheres que foram diagnosticadas como tendo uma fase luteal defeituosa (cerca de 70%), sendo o Vitex Agnocasto também ideal para corrigir este problema.

Distúrbios menstruais : Esta planta é a primeira a experimentar para problemas menstruais, sendo um remédio específico para irregularidade menstrual e síndroma pré-menstrual.

Embora não seja indicado para todos os distúrbios menstruais, pode ajudar a aliviar sintomas como tensão mamaria, retenção de líquidos, dores de cabeça e tensão pré-menstrual.

Quando se toma esta planta uns meses, os sintomas costumam diminuir.

Convém tomar a tintura ou o extrato, ao levantar, quando a hipófise está mais ativa.

Pode ser usada para tratar fluxos menstruais abundantes e dores menstruais, mas funciona melhor conjugada com outros remédios indicados por um profissional.

Doença do ovário poliquístico : A fitoterapia pode ser muito útil no controle e regressão deste difícil problema. Embora seja melhor um acompanhamento profissional, o auto tratamento com árvore-da-castidade às vezes permite uma melhoria significativa dos sintomas. Os resultados podem só ser visíveis após 3-4 meses.

Infertilidade : Pensa-se que a árvore-da-castidade regula a libertação de estrogênio e de progesterona ao longo do ciclo menstrual, podendo melhorar a fertilidade e aumentar as hipóteses de concepção. E mais eficaz quando não há problemas estruturais.

Problemas da menopausa : Podendo ser útil no ano interior à menopausa, a árvore-da-castidade ajuda a manter um ciclo menstrual regular e controlar o fluxo.

Também pode tomar-se, habitualmente com remédios como o cohosh negro (Cimicífuga racemosa) e a salva (Salvia officinalis), para aliviar ou prevenir alguns sintomas da menopausa.

Princípios Ativos

Toda a planta : 1,8-cineol, ageneiosídeo, alfa e beta-pineno, aucubino, bornil-acetato, casticana, eurostosídeo, isovitexina, limoneno, orientina, sabineno, viticineno.

Sumidades floridas: flavonoides: casticina, homoorientina; glucosídos iridoídeos: aucubosídeo, agnosídeo; taninos , princípios amargos.

Frutos: óleo essencial (0,5%) rico em cineol e pineno, agnosídeo, aucubina, ácido mussaendosídico, enterosídeo, agnocastosídeo A, B e C,

flavonoides: casticina, derivados do caempeferol e quercetagina, penduletina, crisosoplenol, isovitexina e derivados luteolínicos;

Óleos Essenciais: Monoterpenóides: cineol, alfa e beta pineno, limoneno, sabineno, castino, eucalipitol, mirceno, linalool, citronelol, cimeno, canfeno. Sesquiterpenóides: Farneseno, cariofileno, cardineno e ledol.

Modo de usar

USO INTERNO:

Como diurético, antidisentérico, expectorante, hematúria, hemorróidas, diabete, problemas menstruais e de menopausa, lactação deficiente, ejaculação involuntária, reumatismo, diarreia, gastralgia, amenorreia, bronquite :  infusão: uma colher de sopa em 200 ml de água fervente. Deixar 15 minutos. Tomar 2 à 4 vezes ao dia:

USO EXTERNO:

Contra gripe e resfriado :  infusão acima: banho de erisipela; compressa em torno do pescoço das folhas frescas moídas, misturadas com gordura, até virar uma pasta.

Cuidados a tomar no uso do Agno Casto

Toxicologia :

Gestantes, lactantes, mulheres que fazem tratamento hormonal, para quem tem déficit metabólicos de FSH. Erupções cutâneas moderadas e desarranjo intestinal em menos de 2% das mulheres durante o uso do agnocasto.

Pode aumentar o fluxo menstrual e cefaleias. A DLM é acima de 300ml para humanos acima de 60Kg. Os extratos etanolíticos em doses (muito) maiores que a terapêutica apresentam sinais de toxidade não especificados, não havendo nenhum relato de morte por intoxicação.

Precauções e efeitos colaterais :

Evitar seu uso em pacientes com distúrbios da coagulação sanguínea.

Eventualmente podem aparecer "rash" cutâneo, urticária, náusea, vômito, boca seca, dor de cabeça, tontura, sonolência, confusão e agitação.

História:

O nome agnus castus, do grego agnos castus - casto, puro - tem a ver com a associação que era feita entre a planta e a castidade, desde tempos remotos.
 
O nome Vitex foi obra dos antigos romanos, que a consideravam a planta similar ao salgueiro, por causa da forma semelhante de suas folhas.

Os ramos flexíveis favoreciam o seu uso para o artesanato em vime, à semelhança do salgueiro.

Planta reconhecida desde a antiguidade, descrita por Hipócrates, Dioscórides e Teofrastus.

Na Ilíada a planta aparece como o símbolo da castidade. Os primeiros herbalistas reconheceram seu efeito no sistema reprodutor feminino.

A comissão alemã aprovou a planta para tratamento de mastodinia e irregularidades menstruais.

Quase todos os estudos com o Vitex se baseiam na preparação desenvolvida pelo médico Gerhard Madaus, em 1930, de um extrato de frutas secas patenteado com o nome de Agnolítico.

Ele observou que a formulação tinha o efeito de aumentar o nível de progesterona produzido pelo organismo feminino.

Pesquisadores atuais acreditam que sua substância regula o funcionamento da hipófise, ao detectar níveis aumentados de estrógeno e levar os ovários a diminuir a sua produção.

A planta é usada para tratamento de irregularidades menstruais. Em mulheres que querem engravidar, desempenha o papel de regularizar os ciclos e prevenir abortos.

Estudos clínicos mostram que os benefícios dessa planta podem demorar seis meses ou mais para aparecer. No alívio da TPM (2), sua ação é perceptível já a partir da segunda menstruação. Efeitos mais duradouros, no entanto, podem levar um ano para aparecer.

Agno Casto

Interação medicamentosa

O uso concomitante com amantadina pode aumentar os efeitos colaterais dopaminérgicos.

Evitar o uso do Agnocasto com agonistas da dopamina: fenotiazina, pergolide, bromocriptine, amantadina.

Caso o paciente escolha o tratamento fitoterápico, os sintomas de adição de agonismo dopaminérgico, náusea, dor de cabeça, tontura, fadiga, vômitos e hipotensão postural devem ser monitoradas de perto.

Teoricamente a atividade agonista dopaminérgica do Agnocasto se opõe à dos antagonistas da dopamina, diminuindo a eficácia destes últimos.

Se a terapia for iniciada com Agnocasto em um paciente que faça uso de antagonistas da dopamina, deverá ser feito um monitoramento cuidadoso dos sintomas anteriormente controlados pela dopamina.

Farmacologia

As substâncias hormônio semelhantes tornam-no útil em distúrbios da deficiência de progesterona infertilidade feminina, menopausa, TPM.

Após a ingestão, os frutos exercem efeitos progesterônicos regulando a produção ovariana de progesterona e estrogênio regulando os ciclos menstruais.

Uma pesquisa randomizada, placebo controlada usou uma preparação homeopática contendo agnus-casto para tratar infertilidade em 67 mulheres, oligomenorreia em 37 e amenorreia em 30. Todos os grupos receberam o preparado o placebo 3 vezes ao dia. 38 das 67 mulheres menstruaram espontaneamente, aumentaram a concentração de progesterona teve o ciclo encurtado, ovulação precoce e gravidez.

O Agnocasto está disponível na Alemanha desde 1950 para dor mamaria, insuficiência ovariana e sangramento uterino; O fruto (o extrato Zc 440) foi comparado com placebo por 3 ciclos menstruais num estudo prospectivo, randomizado, placebo controlado, com 170 mulheres (36 anos) com TPM.

O extrato foi estandardizado em casticina; Preparados de Agno  casto inibiram a secreção de prolactina basal e TRH - estimulada, sugerindo seu uso na hiperprolactinemia; Estudos em animais mostraram aumento da lactação e das mamas, indicando efeito na liberação de prolactina; A planta é útil em sintomas menstruais, anormalidades endócrinas, neuroses, dermatoses, acne. Aumenta o risco de gravidez múltipla e de aborto.

Posologia: 20 à 40 ml de tintura diários. Até 3g de planta seca (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso no uso interno até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. Cápsulas e extrato líquido: 20mg diários para a TPM (Schellenberg, 2001; Berger, 2000) e até 3g para desordens do ciclo menstrual (Blumenthal e cols., 1998; Newall e cols., 1996).

FIGUEIREDO,C. A. V.; SANTOS, I.B.; & OLIVEIRA, R.A.G. Abordagem teórica sobre a utilização da Vitex agnus-castus L. em distúrbios menstruais. Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil, Recife, 2001.


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