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O Anil, da limpeza espiritual até a limpeza da roupa.

Indigofera tinctoria

Planta conhecida popularmente como anil, um corante azul natural é obtido, há vários milênios, dessa planta.

Descrição : Planta da família Leguminosas, também conhecida como anileira, anileiro-da-india, caá-chica, caobi-indigo, timbó-mirim. timbozinho.

O anil é representado por muitas espécies, vamos nos referir neste site principalmente a duas espécies: Indigofera tinctoriaL. e Indigofera anil L.

Há algum tempo o anileiro era bastante cultivado no Brasil para extração do anil, cuja exportação chegou a atingir considerável vulto.

Ultimamente com a fabricação de matérias corantes sintéticas em larga escala, o uso do anil, corante de bela cor azul, inodoro e sem sabor tem sido relegado ao esquecimento.

Existe pouca bibliografia referente ao anil. O corante anil sintético data de 1880, passando então esta erva cada vez mais cair no desuso e desinteresse. Há muitos processos para a produção do corante azul extraído do anil. Todos os processos são complexos e incluem fermentação.

Traços do corante azul natural foram encontrados nas antigas tumbas egípcias datadas de 3000 anos. Quando as rotas entre Europa e Índia foram estabelecidas no século XVI, o corante índigo foi trazido para a América do Norte.

Existem muitas espécies no Brasil para o gênero Indigofera, algumas usadas como forrageira, outras como adubo verde. No norte do país, por exemplo, temos a Indigofera pernambucencis. Em Mato Grosso, encontra-se a Indigofera lespedezoides, denominada de timbó mirim ou timbozinho, sendo uma espécie que fornece notável quantidade de anil.

Parte usada : Folhas, raiz, semente.

Origem : Leste da Índia. Originário da Índia o anileiro é planta muito popular no Brasil, vegetando espontaneamente em quase toda parte.

Propriedades : antiálgica, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-inflamatória, depurativa, diurética, emenagoga, estomáquica, febrífuga, odontálgica (raiz), purgativa, sarnicida (folhas machucadas), sedativa.

Indicações : Na homeopatia o anileiro tem indicações para os seguintes casos, dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele (com erupções de vesículas) e hemorragia nasal. As folhas têm propriedades antiespasmódicas e sedativas, estomáquicas, febrífuga, diuréticas e purgativas, com ação direta sobre a última parte do intestino, empregadas contra as uretrites blenorrágicas e as afecções do sistema nervoso. Ainda com ação contra a epilepsia e icterícia. As folhas machucadas são usadas topicamente contra a sarna. A raiz é odontálgica e útil na cura da icterícia. Outrora empregavam na mordedura de cobras. As sementes depois de pulverizadas tem ação insetífuga, ou seja afugenta insetos. É planta reputada antídoto do mercúrio e do arsênico.

Princípios Ativo : As folhas da anileira encerram leucoindigotina, substância que convenientemente tratada, precipita o índigo. Mas este fica só quimicamente puro na forma de indigotina, quando dissociado de diversos sais, de uma matéria vermelho esverdeada e de uma resina vermelha, reduzindo o seu peso a pouco mais de 20%.

Modo de Usar :

Cataplasma : folhas frescas utilizadas externamente, previamente esmagadas.

Decocção: Ferver 5 g de folhas ou raízes em 1 litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras ao dia (icterícia e hepatite. Máximo: 15g/dia). Dose mais forte, feita com a raiz, pode ser usada em bochechos, para odontalgias.

Infusão: 5 g/litro de água. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O sabor do chá é algo salgado. Outros usos: sementes e raízes, pulverizadas, são utilizadas como insetífugas. Das folhas é extraído anil (corante).

Toxicologia : A planta têm índigo, altamente tóxico, o qual após aquecido em altas temperaturas dá origem à indigotina (substância corante pura que se cristaliza em pequenas agulhas brilhantes de coloração e reflexo cúprico). Não usar dosagem acima da recomendada.

Farmacologia: Não há estudo fármaco-químico completo sobre esta planta. Sabe-se que sua fécula, a leucoindigotina, submetida a altas temperaturas cristaliza-se em agulhas de reflexo cúprico, a indigotina ou índigo, que é tóxico.


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